LOCOMOÇÃO: DIREITO DE IR E VIR MAIS ACESSÍVEL, GRAÇAS A TECNOLOGIA ASSISTIVA

 

charge-skedar-acessibilidade-2011-08-08

Fonte: https://bicicletanarua.wordpress.com/2011/09/15/charge-acessibilidade/

Aplicativos de celular como o “Guiaderodas” mapeia locais com acessibilidade e orienta o deslocamento de indivíduos com mobilidade reduzida. Ainda auxilia na inclusão escolar principalmente nas aulas de Educação Física.

De acordo com a Lei nº 10.098/00, a “Acessibilidade é a possibilidade e condição de alcance para a utilização, com segurança e autonomia, dos espaços e equipamentos públicos, e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa deficiente ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e obstáculos”. Observando a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, houve a necessidade de utilização das tecnologias assistivas que promovem a funcionalidade, relacionada a atividade e participação de pessoas com deficiências tanto dentro quanto fora do ambiente escolar.

O termo Tecnologia Assistiva refere-se a utilização de recursos e serviços que auxiliam pessoas com deficiência seja ela física, visual, auditiva, mental ou múltipla, a desempenhar suas capacidades funcionais de forma efetiva, proporcionando independência, qualidade de vida e inclusão social. Quanto aos recursos e serviços podemos citar alguns como, bengala, cadeira de rodas, órteses e próteses, auxílios para vida diária e vida pratica, projetos arquitetônicos para acessibilidade, auxílios para pessoas com surdez ou déficit auditivo, aplicativos para celular, dentre outros. É imprescindível reafirmar que os recursos e serviços mencionados são considerados como tecnologia assistiva quando o objetivo é romper barreiras sensoriais, motoras ou cognitivas que limitam ou impedem o acesso ao conhecimento e a locomoção dos indivíduos.

Pensando nessa ideia de locomoção, ou seja, no direito de ir e vir dos indivíduos se ouve muito falar em acessibilidade. Bruno Mahfuz fundador do “guiaderodas” que se tornou cadeirante aos 17 anos após um acidente automobilísticos, percebeu as dificuldades enfrentadas por pessoas com mobilidade reduzida. Para Bruno “muitos, um dia, precisarão de instalações acessíveis, seja por um evento provisório ou por uma condição permanente”.

Nesse ano de 2017, o “guiaderodas” maior app de acessibilidade do Brasil, foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como “a melhor solução digital inclusiva no mundo”. O “guiaderodas” é um aplicativo que permite ao usuário dizer se um local tem os recursos de acessibilidade segundo as normas e leis Brasileiras. Ele é capaz de mapear e prover informações quanto ao nível de acessibilidade dos locais públicos e comerciais, esta avaliação é feita pelos próprios usuários do “guiaderodas”. A empresa “guiaderodas” ainda oferece assistência pessoal para estabelecimentos com classificação baixa, para se adequarem as leis de acessibilidade.

Considerando as funções desse aplicativo, uma professora de Educação Física da rede estadual de ensino, do Colégio Estadual Lucia Alves de Oliveira Schoffen, trabalhando com o esporte orientação em suas aulas decidiu utilizar o “guiaderodas”. Percebendo a dificuldade de seus alunos em ter empatia, fez uma proposta de atividade a sua turma, que conciliou o esporte de orientação com o uso do aplicativo.

A atividade pratica foi realizada com as turmas do 6º ano do ensino fundamental, a metodologia utilizada foi orientar-se no espaço escolar e avaliar o colégio quanto as adaptações estruturais como rampas, corrimãos, adaptações em banheiros entre outras, que garantem o acesso a funcionalidade e mobilidade de todas as pessoas, por meio do aplicativo “guiaderodas”. Os alunos participaram da atividade caça ao tesouro, com o auxílio da planta escolar puderam se localizar no ambiente e encontrar os pontos de controle espalhados pelo colégio. Ainda durante a atividade observaram o nível de acessibilidade do colégio e realizaram a avaliação com o app.

O aplicativo considera a existência de vagas especiais para estacionamento, rampas de acesso, entrada, condições de circulação interna, banheiros adaptados e outros detalhes. A avaliação pode ser feita por pessoas com dificuldade de locomoção ou não. São perguntas claras e objetivas que auxiliam a construção do mapa colaborativo, classificando o estabelecimento como acessível, parcialmente acessível e não acessível. Com o GPS o usuário tem acesso ao mapa retirado do Google Maps que favorece a avaliação in loco do estabelecimento.

Finalmente pode-se observar inúmeros benefícios e facilidades que o aplicativo “guiaderodas” oferece a vida diária de seus usuários. Uma sugestão para aprimorar ainda mais este app, seria a visualização das plantas dos estabelecimentos avaliados para que seus usuários possam se orientar in loco.

Por Iana Caroline Dalsico Marroco, 1305608

Polo – Altônia – PR

Data 27/08/2017

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Autor: uninteraltonia

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